terça-feira, 7 de julho de 2009

HADOUKEN!!! Games são cultura pura! 2

É muito fácil e, ao mesmo tempo, muito difícil de falar sobre Street Fighter. Quando a Capcom lançou a série em agosto de 1987, já existiam outros jogos de luta do tipo arcade. Porém, a estória desenrolava-se com dois lutadores selecionáveis (Ryu e Ken) e outros 10 controlados pelo jogo, viajando pelo mundo e desafiando lutadores de outros países, assim como acontece na série animada Street Fighter II Victory. O jogo não fez muito sucesso no começo, e havia um detalhe que eu não conhecia, já que nunca vi um console de Street Figher 1: o controle tinha um joystick e dois botões hidráulicos, um para soco e outro para chute; dependendo da força que era usada para acionar os botões, conseguia-se as intensidades fraca, média e forte, porém estragava rápido (molecada estragava tudo mesmo!). Depois desse pequeno problema, o console passou a ter 6 botões, muito mais prático e se tornando o padrão da série (e eu sonhava em ter o meu próprio arcade! E quem não sonhou?).
O sucesso veio mesmo com Street Fighter 2, tornando a série da Capcom a mais respeitada e jogada até hoje; apenas os personagens Ryu, Ken e Sagat permaneceram do primeiro jogo.




Uma curiosidade: quando o jogo chegou aos EUA, o personagem boxeador chamava-se Mike Bison, uma alusão ao Mike Tyson; para não enfrentrar problemas judiciais, alguns nomes foram trocados, ficando assim:

M.Bison (Ocidente) - Vega (Japão)
Balrog (Ocidente) - M. Bison (japão)
Vega (Ocidente) - Balrog (Japão)

Confusões à parte, eu joguei demais Street Fighter 2, fosse no arcade, Super Nes, Mega Drive ou 3DO. E também eram intermináveis as versões piratas da série, como por exemplo a versão que quase todos os personagens soltavam hadoukens aos montes e Zangief cuspia fogo pelo joelho e dava o pilão "subindo a tela" várias vezes! Só quem viu para saber! Esse link é da versão pirata mais doida que já vi!
Uma coisa que achava engraçado eram os sons que os personagens faziam, alguns diziam que eram ruins por serem máquinas piratas, ou por outro lado, eram ruins mesmo, fazendo com que déssemos nomes esdrúxulos aos golpes. Tiger Robocop, Tretretrugem e Alexfull são apenas algumas combinações gozadas que existiam em máquinas mais antigas.
Street Fighter, além dos vários títulos da série (eu e meus amigos estamos doidos para jogar o Street Fighter 4, é duro morar no interior), virou filme (e bem tosco, coisa de americano, o Ryu e o Ken ficaram ridículos; para mim, só o Zangief ficou massa de verdade), virou desenhos e série animados, animação em flash, mangá, até novela (recomendo)!
Por isso eu disse que é fácil e difícil falar de Street Fighter: é assunto vastíssimo e é duro deixar algum tema para trás.
Só para finalizar, eu aprendi o caminho espiritual do guerreiro na série Street Fighter II Victory, que passava no SBT a mais de 10 anos atrás; é claro que achei a série e assisti novamente. É assim que se faz Hadooooooouken!




Nós vamos ao encontro do mais forte!

Nenhum comentário:

Postar um comentário